Não sei se mantenho o guarda-chuva fechado ou aberto. Parece que ele além de reter a chuva, segura também em suas hastes a passagem do tempo, mas é difícil mantê-lo aberto enquanto caminho. Há vento na chuva, ou, talvez, o contrário, há vento demais nessa chuva miúda e teimosa. Desvio das armadilhas nem tão brandas da calçada; lajotas em falso, mármores partidos, pessoas deitadas no chão e um pouco de lixo deixado para trás pelo caminhão da coleta. Penso, enquanto caminho, porém não medito sobre o ato de caminhar, ele é involuntário, se determina por leis próprias, que estamos todos imbuídos desse sentimento infatigável de perda e solidão. Apesar disso, ou, talvez por isso, ele, esse sentimento difuso, que não é simples nem único, é que o que liga nossos guarda-chuvas vermelhos num frêmito de compaixão.
Acabo de ouvir estampidos de tiros. Sim, tenho certeza, o som é inconfundível. Vejo através do recorte da janela pessoas saindo das lojas e escritórios, invadindo as calçadas, curiosos e incrédulos, talvez compadecidos, para assistirem o resultado da tragédia que suponho ter acontecido, ou, talvez, simplesmente temerosos de que o mesmo fim os aguarde. Pensam, sem muita convicção, que existe sim uma maneira de evitá-lo, que essas coisas, eventos trágicos e violentos, ocorrem apenas com certo tipo de pessoas. Nunca conosco, com os que são próximos, com os que amamos. Nunca se está suficientemente preparado para qualquer situação, nem felicidade extrema ou desgraça aviltante, nem para a morte ou nascimento, por entre nossas bem erguidas linhas de defesa infiltra-se, silenciosamente, como um vírus, a presença insidiosa do inevitável.
Ouço as sirenes da polícia, ambulâncias, o tráfego é interrompido. Alguém agoniza lá fora, na calçada úmida da João Pessoa. Ainda resta mais da metade do tempo desta terça-feira. A tarde será longa, preguiçosa e arrastada como as tardes devem ser, o almoço nos convida ao sono, mas o relógio nos impele ao trabalho. A chuva, mesmo persistente, é pacifica, em contraste a nós próprios, ainda que aposentados, soldados da fortuna, hoje empunhamos guarda-chuvas, não mais a lança. Alguém deixou escrito numa página: a existência não é a perfeição, mas é necessária.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
O anjo pálido

“Eu precisava saber de outra coisa, outra coisa me impelia: naquela ocasião eu precisava saber, e saber o quanto antes: eu sou um piolho, como todos, ou um homem? Eu posso ultrapassar ou não! Eu ouso inclinar-me e tomar ou não! Sou uma besta trêmula ou tenho o direito de... “
Um febril Raskólnikov á Sônia Semeónovna
Creio que tudo que poderia ser dito sobre Crime e Castigo, obra-prima de Fiódor Dostoievski, já foi dito, escrito e reescrito. Obra ímpar que nos arrasta junto com a alma torturada de Raskólnikov, após matar uma velha usurária e sua irmã a machadadas, através de uma São Petersburgo lúgubre e impiedosa. Febril é o estado da alma. A culpa reclama o castigo, afirma Dostoievski em carta expondo a idéia central do romance: “O castigo pelo crime amedronta muito menos o criminoso [...] porque ele mesmo o reclama (moralmente).” Leitura obrigatória.
“...Bem, mas isso suponhamos, aconteceu durante a doença, no entanto veja mais uma coisa: matou, mas se considera um homem honrado, despreza as pessoas, anda por aí como um anjo pálido.”
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
bolo recheado com creme de chocolate meio amargo
Para Dany Rocha.
Comprou o bolo do próprio aniversário e 2 litros de coca-cola. Se não fosse ele mesmo a fazer isso ninguém mais o faria. Eles é que não fariam, contudo comeriam o bolo e reclamariam que foi pouco, quase não deu pra repetir, e que faltou refrigerante. E não podia ser qualquer refrigerante, tinha que ser coca-cola. Sem falar nos salgadinhos, não podia esquecer de buscá-los. Ninguém lhe daria presente algum, nunca davam, ainda assim apareciam todo ano naquela mesma data para lhe dar os parabéns. Depois começavam as reclamações, o bate boca, barulho de vidro quebrando, possivelmente copos, e então partiam apressados sem muita cerimônia.
Não conseguia captar, nem mesmo superficialmente, a natureza do afeto que lhe ofereciam, se é que podia interpretar dessa maneira as palavras e gestos que dirigiam a ele. Não, aquilo não se parecia com afeto, era mais como uma manifestação, ou reafirmação, da existência de um laço comum entre eles, uma espécie de dívida que os unia. Pareciam usurários que estavam ali para cobrar o que haviam lhe dado durante os anos de infância.
Talvez estivessem lhe cobrando as roupas que haviam comprado quando ele era criança, mas que logo depois não serviram mais perdendo assim a utilidade, ou as despesas com médicos: pediatras, oculistas, ortopedistas, além das custas com remédios. Ainda nessa conta estavam creditadas as mensalidades da escola, do curso de inglês e da hora dos professores particulares. Porém, mais do que qualquer outra coisa, mais do que os aborrecimentos e as noites em claros, estava ali somado o constrangimento e a vergonha que ele os havia feito passar com seu jeito de menino “desajeitado”, como se fosse um desamparado sem pais, um enjeitado. No entanto, talvez, nada disso correspondesse com exatidão aos fatos passados, poderia muito bem ser apenas parte de uma manobra para lhe infundir um sentimento de culpa, de obrigação intransponível. Bom ou ruim, não importava, havia entre eles uma dívida ancestral, ontológica, de gratidão aos de sangue.
Todos sentados no sofá da sala aguardando um pedaço de bolo e um prato de salgados, ávidos pela ração, igual a cães. Batiam talheres, derrubavam comida no chão, usavam dois, três, copos diferentes, vociferavam e agiam como se ele ali não estivesse. Antes de adentrarem no apartamento estendiam-lhe a mão, distribuíam tapinhas nas costas, as mulheres dois beijinhos na face, e o empurravam contra o marco da porta invadindo a casa como se fossem vacas no curral. Deixariam o banheiro imundo, o chão da sala pisoteado de bolo, alguns copos quebrados e era bem possível que roubassem alguma coisa, qualquer coisa, por mais insignificante que fosse. Um cd, um cinzeiro, uma caixa de fósforos ou até mesmo o jornal do dia anterior. Afinal, quem eram aquelas pessoas?
O homem apoiou o bolo no antebraço e com a outra mão que estava livre agarrou a sacola com a coca-cola. Abriu a porta do carro e colocou o pacote no banco do carona e a sacola no chão. Acendeu um cigarro e o fumou até pouco mais da metade, depois o deixou escorado no canto da boca. Como se fosse um cirurgião abriu o papel que protegia o bolo, tirou a bituca dos lábios e a enfiou até que ela desaparecesse na cobertura branca de glacê. Lambeu os dedos que havia lambuzado um pouco e fechou o embrulho com a mesma precisão. Não podia esquecer de pegar os salgadinhos.
Comprou o bolo do próprio aniversário e 2 litros de coca-cola. Se não fosse ele mesmo a fazer isso ninguém mais o faria. Eles é que não fariam, contudo comeriam o bolo e reclamariam que foi pouco, quase não deu pra repetir, e que faltou refrigerante. E não podia ser qualquer refrigerante, tinha que ser coca-cola. Sem falar nos salgadinhos, não podia esquecer de buscá-los. Ninguém lhe daria presente algum, nunca davam, ainda assim apareciam todo ano naquela mesma data para lhe dar os parabéns. Depois começavam as reclamações, o bate boca, barulho de vidro quebrando, possivelmente copos, e então partiam apressados sem muita cerimônia.
Não conseguia captar, nem mesmo superficialmente, a natureza do afeto que lhe ofereciam, se é que podia interpretar dessa maneira as palavras e gestos que dirigiam a ele. Não, aquilo não se parecia com afeto, era mais como uma manifestação, ou reafirmação, da existência de um laço comum entre eles, uma espécie de dívida que os unia. Pareciam usurários que estavam ali para cobrar o que haviam lhe dado durante os anos de infância.
Talvez estivessem lhe cobrando as roupas que haviam comprado quando ele era criança, mas que logo depois não serviram mais perdendo assim a utilidade, ou as despesas com médicos: pediatras, oculistas, ortopedistas, além das custas com remédios. Ainda nessa conta estavam creditadas as mensalidades da escola, do curso de inglês e da hora dos professores particulares. Porém, mais do que qualquer outra coisa, mais do que os aborrecimentos e as noites em claros, estava ali somado o constrangimento e a vergonha que ele os havia feito passar com seu jeito de menino “desajeitado”, como se fosse um desamparado sem pais, um enjeitado. No entanto, talvez, nada disso correspondesse com exatidão aos fatos passados, poderia muito bem ser apenas parte de uma manobra para lhe infundir um sentimento de culpa, de obrigação intransponível. Bom ou ruim, não importava, havia entre eles uma dívida ancestral, ontológica, de gratidão aos de sangue.
Todos sentados no sofá da sala aguardando um pedaço de bolo e um prato de salgados, ávidos pela ração, igual a cães. Batiam talheres, derrubavam comida no chão, usavam dois, três, copos diferentes, vociferavam e agiam como se ele ali não estivesse. Antes de adentrarem no apartamento estendiam-lhe a mão, distribuíam tapinhas nas costas, as mulheres dois beijinhos na face, e o empurravam contra o marco da porta invadindo a casa como se fossem vacas no curral. Deixariam o banheiro imundo, o chão da sala pisoteado de bolo, alguns copos quebrados e era bem possível que roubassem alguma coisa, qualquer coisa, por mais insignificante que fosse. Um cd, um cinzeiro, uma caixa de fósforos ou até mesmo o jornal do dia anterior. Afinal, quem eram aquelas pessoas?
O homem apoiou o bolo no antebraço e com a outra mão que estava livre agarrou a sacola com a coca-cola. Abriu a porta do carro e colocou o pacote no banco do carona e a sacola no chão. Acendeu um cigarro e o fumou até pouco mais da metade, depois o deixou escorado no canto da boca. Como se fosse um cirurgião abriu o papel que protegia o bolo, tirou a bituca dos lábios e a enfiou até que ela desaparecesse na cobertura branca de glacê. Lambeu os dedos que havia lambuzado um pouco e fechou o embrulho com a mesma precisão. Não podia esquecer de pegar os salgadinhos.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
2011
Algo novo que nos transporte para fora da pedra bruta e cimento.
O milagre da transformação.
Novo Ano. Caminhei uma quadra e vi duas pessoas dormindo na calçada escaldante de uma tarde de verão em Porto Alegre lá pela casa dos 40º graus. Um deles dormia exatamente no fio da calçada, no limite que o separava do abismo do asfalto. Sonhava em posição fetal.
Renascimento.
Ano Novo, velhas obsessões. Os mendigos, as mulheres, os transeuntes insones, os anônimos dormitando no ônibus.
O mistério da vida.
Na praia, na virada do ano novo, no marco zero das nossas vidas, pensei: não há motivos para não celebrar esse momento. Molhei os pés na água salgada do mar, olhei o céu em polvorosa e agradeci. Senti uma felicidade silenciosa. Tudo é mistério, nada do que está aqui me pertence. A vida é o grande sonho de Deus e sua trupe de mendigos.
O milagre da transformação.
Novo Ano. Caminhei uma quadra e vi duas pessoas dormindo na calçada escaldante de uma tarde de verão em Porto Alegre lá pela casa dos 40º graus. Um deles dormia exatamente no fio da calçada, no limite que o separava do abismo do asfalto. Sonhava em posição fetal.
Renascimento.
Ano Novo, velhas obsessões. Os mendigos, as mulheres, os transeuntes insones, os anônimos dormitando no ônibus.
O mistério da vida.
Na praia, na virada do ano novo, no marco zero das nossas vidas, pensei: não há motivos para não celebrar esse momento. Molhei os pés na água salgada do mar, olhei o céu em polvorosa e agradeci. Senti uma felicidade silenciosa. Tudo é mistério, nada do que está aqui me pertence. A vida é o grande sonho de Deus e sua trupe de mendigos.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
O Intruso
A verdade é que não desejei ficar aqui vendo-o fazer nada. E esse é exatamente o problema: o nada fazer que nos desgasta lentamente, uma espécie de coma induzido que o mantém preso a esse lugar, sentado na poltrona reclinável azul marinho deformada pelo corpanzil que a pressiona. O livro quase colado ao rosto é um disfarce ridículo para um homem desse tamanho, é como se um elefante tentasse se esconder com uma folha de parreira. A esposa já havia desistido, não tinha mais palavras com que atacá-lo, de vez em quando, agora muito raramente, lançava-lhe uns olhares de ódio resignado. No entanto preferia dar o tratamento pelo qual ele tanto ansiou: o desprezo.
Contudo, após anos alguns anos de convivência, eu sei: ele também não queria estar ali atrelado a um metro quadrado de espaço e a um móvel inerte e velho. Havia um homem sob aquela forma pachorrenta de óculos, barriga saliente e calva avantajada ou, pelo menos, podia-se entrever que um dia existiu alguém pleno de vontade em seu lugar.
Ao vê-lo se atirar na poltrona tenho a impressão de que irá se desmanchar como a gema de um ovo numa frigideira, e escorrerá pela almofada até atingir o chão. Recompõe-se da melhor maneira que consegue e pega o livro de cima da banqueta, a mim parece sempre o mesmo livro de capa branca com um desenho borrado do rosto de um homem e logo abaixo o título em letras vermelhas. Vira os olhos para janela piscando com incrível freqüência, o pensamento lhe foge da cabeça e, convulso, chacoalha o corpo. Depois a cabeça pende para frente e demora a recobrar os sentidos.
Minha tarefa é vigiá-lo, porém, no começo, quando cheguei aqui, ele ainda idealizava que talvez pudesse fazer algo grandioso do resto de sua vida, algo do qual realmente se orgulhasse. Nos recônditos da sua alma havia uma vontade desorganizada, ínfima, porém desesperada, de tentar o que fosse necessário para obter os prazeres e o reconhecimento que lhe haviam negado a vida inteira. Pois foram esses os pensamentos que nos uniram. Ao invés de imaginar-se como era, a cara redonda e os olhos miúdos de miopia, via o meu rosto como se fosse o seu, falava com a minha voz, tomava de empréstimo meu corpo. Eu lhe dei uma sobrevida. No entanto, o que ganhei como retribuição foi o seu temor, olhares assustados de quem vê assombrações. Minha vontade é desligá-lo como se fosse uma televisão, puxar-lhe os cabos da tomada. Atemorizado ele sabe o que penso, e, inutilmente, enfia o rosto dentro do livro.
Contudo, após anos alguns anos de convivência, eu sei: ele também não queria estar ali atrelado a um metro quadrado de espaço e a um móvel inerte e velho. Havia um homem sob aquela forma pachorrenta de óculos, barriga saliente e calva avantajada ou, pelo menos, podia-se entrever que um dia existiu alguém pleno de vontade em seu lugar.
Ao vê-lo se atirar na poltrona tenho a impressão de que irá se desmanchar como a gema de um ovo numa frigideira, e escorrerá pela almofada até atingir o chão. Recompõe-se da melhor maneira que consegue e pega o livro de cima da banqueta, a mim parece sempre o mesmo livro de capa branca com um desenho borrado do rosto de um homem e logo abaixo o título em letras vermelhas. Vira os olhos para janela piscando com incrível freqüência, o pensamento lhe foge da cabeça e, convulso, chacoalha o corpo. Depois a cabeça pende para frente e demora a recobrar os sentidos.
Minha tarefa é vigiá-lo, porém, no começo, quando cheguei aqui, ele ainda idealizava que talvez pudesse fazer algo grandioso do resto de sua vida, algo do qual realmente se orgulhasse. Nos recônditos da sua alma havia uma vontade desorganizada, ínfima, porém desesperada, de tentar o que fosse necessário para obter os prazeres e o reconhecimento que lhe haviam negado a vida inteira. Pois foram esses os pensamentos que nos uniram. Ao invés de imaginar-se como era, a cara redonda e os olhos miúdos de miopia, via o meu rosto como se fosse o seu, falava com a minha voz, tomava de empréstimo meu corpo. Eu lhe dei uma sobrevida. No entanto, o que ganhei como retribuição foi o seu temor, olhares assustados de quem vê assombrações. Minha vontade é desligá-lo como se fosse uma televisão, puxar-lhe os cabos da tomada. Atemorizado ele sabe o que penso, e, inutilmente, enfia o rosto dentro do livro.
domingo, 12 de dezembro de 2010
CTBA





Milhões de centímetros cúbicos de concreto.
Amei Curitba desesperadamente. Curvas e linhas de concreto, avenidas que deságuam em prédios monolíticos. O Paço da liberdade, o prédio da Universidade Federal, a Av. Marechal Deodoro. Minha impressão é de que a cidade foi planejada em detalhes, não nasceu desordenadamente, mas se ergueu pela força do próprio desejo. Linda beleza de concreto. E eu, tomado de pequenez provinciana, fui arrebatado pela cidade. Saí do hotel lá pelo fim da tarde, o clima era levemente abafado, e desemboquei na Marechal Deodoro. Tocava Beatles – Abbey Road – no meu mp3 player. Vi aqueles prédios enormes encravados na avenida que aos meus olhos transbordava gigantesca. A luz do sol se derramava branda pelo asfalto, quase desmaiada, não era mais possível vê-lo. Tomado de uma espécie de epifania caminhei pela rua como se soubesse onde estava indo. Deixei que aquela visão arrastasse meus pés cansados, segui-os tão somente, e engoli a cidade à medida que ela também fazia o mesmo comigo. Olhei tudo nos olhos, olhei cada pedra e cada mistério escondido nos mais ínfimo detalhe. Soube de toda história por trás de cada parede erguida, do suor, dos sonhos e do sangue ali contido. Cruzei praças, cafés e igrejas. Cruzei semáforos, automóveis e pedestres. Cortei-os de dentro para fora. Exauri todas as minhas forças e quando dei por mim já estava deitado no leito branco do hotel. A cortina entreaberta deixava-me a mostra um pedaço do céu calcinado. Meus pés doíam de uma maneira inusitada, tive a sensação de tê-los colocados no chão pela primeira vez. Pela manhã tomei um banho gelado e desci do quarto já com minha mala. Fiquei no hall aguardando o motorista que me levaria para o aeroporto. Rabisquei umas linhas até que ele chegasse. Prometi vê-la novamente.
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